Introdução
Se houve livros que sempre me fascinaram, foram os Guias de Portugal editados, primeiro pela Biblioteca Nacional de Lisboa e depois pela Fundação Calouste Gulbenkian, coordenados por Raul Proença e Santana Dionísio.
Com eles colaboraram outros escritores como Afonso Lopes Vieira, António Sardinha, Aquilino Ribeiro, Augusto Gil, Carlos Selvagem, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Matos Sequeira, Raul Brandão, Raul Lino, Reynaldo dos Santos, Tomás da Fonseca, André Viana, António Nogueira Gonçalves, João Barreira, Miguel Torga, Orlando Ribeiro, Brito Camacho, Sarmento de Beires, etc
Numa espécie de prefácio, escreve Raul Proença:
A todos os que não desejam fazer perpetuamente justa, a frase célebre de Montesquieu, ao dizer dos portugueses que tinham descoberto o mundo, mas desconheciam a terra em que nasceram; este livro, inventário das riquezas artísticas que ainda se não sumiram na voragem, e das maravilhas naturais que ainda não conseguimos destruir, antologia de paisagistas, «vade-mécum» de beleza, roteiro dos passos dos portugueses enamorados, indículo das pequenas e grandes coisas, que requerem o nosso amor – pelo passado, pelo presente e pelo futuro – é oferecido e dedicado (Guia de Portugal, vol. 1, pp..)
O que Raul Proença se propunha fazer era um roteiro de Portugal, roteiro esse que abrangeria a arte, a paisagem a populações... Infelizmente a doença impediu que levasse a bom termo esse trabalho, tendo continuado a obra Santana Dionísio, que conseguiu acabá-lo apesar de o Guia não conter as Ilhas Adjacentes, como era desejo de Proença.
Este “blog” pretende seguir os Guias de Portugal, falando das modificações que entretanto se deram.
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